Impressão com pigmentos minerais sobre papel.
40 × 56 cm cada, 2025.
Raízes, de Zans, exposta na mostra individual Camas Silenciosas para Palavras em Suspensão, em 2026. Impressão com pigmentos minerais sobre papel. 40 × 56 cm cada, 2025.
Em Raízes, o corpo aparece atravessado por estruturas que sugerem vínculos, condicionamentos e marcas acumuladas ao longo de uma experiência/existência. Essas extensões não representam uma origem fixa ou uma essência que determine quem somos; funcionam antes como vestígios de relações, ações e circunstâncias que participam continuamente da constituição do sujeito.
A obra se aproxima, nesse sentido, da compreensão budista de karma não como destino ou mecanismo de recompensa e punição, mas como um processo condicionado. Ações, percepções e hábitos deixam marcas e tendências que influenciam experiências posteriores, sem constituir uma identidade permanente ou independente, podendo também ser reorganizadas, transformadas ou deixadas para trás. Aquilo que nos condiciona também depende de causas e condições e, portanto, permanece passível de transformação. 
Uma investigação sobre o que carregamos, o que nos constitui provisoriamente e o que pode continuar existindo quando a ideia de um “eu” estável deixa de ocupar o centro.
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