Polímero, crina, nanquim, colagem e Letraset sobre papel. Dimensões variáveis, 2025.
Obra da série Peleja, de Zans. Polímero, crina, nanquim, colagem e Letraset sobre papel. Dimensões variáveis, 2025.
Em Peleja, a escrita se estabelece em confronto (ou dança?) com a superfície. Há algo que resiste à leitura imediata. Camadas de polímero se acumulam sobre o papel como peles sucessivas, simultaneamente ocultando e revelando palavras, linhas e fragmentos. Assim como em Poema-sutura, cada obra contém um poema efetivamente inscrito em seu substrato, embora raramente disponível por inteiro. Letras, vestígios gráficos e pequenos trechos emergem entre sobreposições, fissuras e rasgos. 
Há uma fricção entre linguagem e matéria, entre aquilo que procura aparecer e aquilo que permanece encoberto. O polímero é pele: limite, superfície de contato, proteção e vulnerabilidade ao mesmo tempo. Sobre, sob, entre e através dela, o poema surge como uma peleja: um embate com os limites da própria linguagem e com os vestígios e sinais daquilo que ela procura tocar.
[Série em expansão]
Uma das obras da série Peleja, de Zans. Polímero, crina, nanquim, colagem e Letraset sobre papel. Dimensões variáveis, 2025.
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