Impressão digital sobre papel. 59,4x84,1cm cada, 2021.
Indiviso parte de uma evidência que, apesar de óbvia, contraria uma percepção profundamente arraigada: o corpo humano não está diante da natureza, tampouco inserido nela. Ele é natureza.
O ensaio quer suspender a ideia de que existiria um corpo autônomo, delimitado, ao qual corresponderia uma natureza exterior que seria tratada como recurso ou algo a ser explorado. Essa indistinção se aproxima da noção budista de interdependência: aquilo que chamamos de corpo, mente e paisagem não constitui experiências isoladas, mas emerge de uma trama de relações e condições mútuas. Não há, nesse sentido, um corpo de um lado e uma paisagem do outro, mas uma experiência que provisoriamente os nomeia e separa.
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