da série frases que
grafite sobre papel, papel machê, tecido, gesso. 18x30x16cm, 2025.
A série Frases Que se desenvolve a partir e ao redor de um poema-processo formado por frases no presente do subjuntivo que se conectam entre si, em qualquer ordem, através do pronome “que”. Sua estrutura permite combinações sucessivas, fazendo da escrita um campo aberto, sem início ou conclusão determinados. O poema desloca a leitura de uma sequência previamente determinada para um campo de relações. Não há início, fim ou ordenação definitiva: cada fragmento existe em função dos demais e adquire novos sentidos conforme muda de posição. As frases instigam estados de poesia.
Em Máscara Q, as palavras são escritas sobre pequenas tiras de papel que, sobrepostas, formam uma máscara. A escrita adquire volume e passa a constituir uma pele provisória, na qual as frases se acumulam, se interrompem e se ocultam mutuamente. O poema já não pode ser apreendido em sua totalidade: sua leitura acontece por fragmentos e pelas relações possíveis entre eles.
Entre aquilo que a linguagem revela e aquilo que encobre, a obra tensiona a possibilidade de uma identidade inteiramente apreensível ou fixável pela palavra.
Máscara exposta na mostra Camas Silenciosas para Palavras em Suspensão, no Memorial Meyer Filho, 2026.
obras relacionadas: