Impressão digital sobre papel pólen, madeira e tripé metálico. 42 × 29,7 cm (publicação), 2025.
A obra que dá nome à primeira exposição individual de Zans parte de uma pauta musical, deslocada de sua função original. Em vez de receber notas e organizar sons, suas linhas são tensionadas, esticadas e reorganizadas até formarem estruturas de apoio, repouso e suspensão — pequenas arquiteturas gráficas que sugerem um espaço interno para aquilo que ainda não se fixa inteiramente em forma ou sentido.
A palavra “camas” funciona aqui como condição: um lugar provisório de pouso. Já a suspensão aponta para aquilo que permanece entre presença e ausência, aparecimento e desaparecimento.
Obra exposta na mostra Camas Silenciosas para Palavras em Suspensão, no Memorial Meyer Filho, 2026.